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Conjuntivite

Tópicos presentes nesta página:

  • Descrição  
  • Causas e Sintomas  
  • Exames e Diagnósticos  
  • Tratamentos e prevenções  

Descrição

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva ocular, ou seja, da membrana transparente e fina que reveste o branco dos olhos e o interior das pálpebras. ausada, sobretudo, por vírus, a doença geralmente começa em um dos olhos e, em 3 a 4 dias, passa para o outro também, durando de uma semana a 15 dias, aproximadamente.

Na grande maioria das vezes cursa de forma beningna, sem deixar seqüelas. As complicações, quando ocorrem, dizem respeito ao risco de o agente infeccioso se disseminar pelos olhos, afetando a pálpebra ou, o que pode ser bem mais grave, ganhando o interior do globo ocular, com riscos de atingir o nervo óptico e comprometer a acuidade visual do indivíduo. No entanto, essa possibilidade está mais associada às inflamações provocadas por bactérias, que, felizmente, são bem menos freqüentes que os processos virais.

A conjuntivite representa uma das doenças oculares mais comuns, sendo altamente contagiosa quando sua origem é infecciosa. Não por acaso, ocorrem com certa regularidade verdadeiras epidemias, principalmente no verão. Em 2004, por exemplo, somente o Estado de São Paulo registrou mais de 65 mil casos dessa doença ocular, concentrados nos primeiros meses do ano.

Apesar de ser um problema de saúde corriqueiro, convém sempre procurar atendimento médico para evitar complicações.

Causas e Sintomas

"A conjuntivite se manifesta com olhos vermelhos, devido à dilatação dos vasos sangüíneos locais, em alguns casos até com hemorragia. Outros sintomas incluem lacrimejamento, lágrima mais espessa ou ""grossa"", presença de secreção incolor, esverdeada ou amarelada, inchaço das pálpebras, coceira, sensibilidade aumentada à luz, ardência, desconforto e sensação constante de corpo estranho nos olhos – como se houvesse areia ou ciscos – e algumas pessoas podem referir algum embaçamento da visão. A causa mais freqüente da doença é a infecciosa, ou seja, determinada pela ação de bactérias e, sobretudo, de vírus, os quais, evidentemente, são bastante contagiosos. Cerca de 12 tipos de vírus são capazes de causar conjuntivite. Os mais frequentes são o adenovirus e enterovirus. Em tais casos, a contaminação ocorre especialmente pelas mãos contaminadas da própria pessoa, que ao levar a mão ao olho, carrega o vírus ou bactéria até a conjuntiva. Recém-nascidos de mães portadoras de gonorréia podem adquirir a infecção ao nascimento, no canal do parto, pela ação da mesma bactéria que causa a doença. Contudo, há também conjuntivites alérgicas, provocadas por reações a poluentes e a outros alérgenos, e conjuntivites irritativas ou tóxicas, ocasionadas pelo contato com produtos químicos, cosméticos e outras substâncias irritantes, como o cloro da piscina, e até mesmo pelo uso indevido de colírios. Ao contrário dos demais, os processos alérgicos e tóxicos não são transmitidos de uma pessoa para outra."

Exames e Diagnósticos

O diagnóstico é clínico, ou seja, depende da histórica de sintomas da pessoa e do exame oftalmológico. É importante consultar um oftalmologista pois, ao fazer um exame minucioso, este médico pode descartar outras doenças importantes que cursam com desconforto e vermelhidão nos olhos, como a uveíte, e determinar, pelas características do quadro, a causa da inflamação, o que é fundamental para estabelecer o tratamento correto. Por exemplo: a presença de secreção esverdeada ou amarelada condiz com uma conjuntivite bacteriana.

Tratamentos e prevenções

"Assim como ocorre com muitas das doenças provocadas por vírus, o tratamento da conjuntivite viral é sintomático, ou seja, voltado a reduzir os sintomas. Para tanto, usam-se compressas de água fria, mineral ou filtrada – jamais de água boricada, que pode provocar reações alérgicas fortes nos olhos – e colírios específicos para atenuar o desconforto e a vermelhidão e para manter a limpeza da região, desde que prescritos pelo oftalmologista. Já as conjuntivites bacterianas requerem antibióticos para combater o agente envolvido na inflamação, os quais costumam ser de aplicação tópica, ou seja, diretamente nos olhos (pomadas ou colírios). Por fim, os processos irritativos ou alérgicos melhoram com a retirada do agente causador da inflamação. O fato é que cada tipo de conjuntivite pede uma abordagem terapêutica diferente, o que reforça a necessidade de procurar um médico logo aos primeiros sinais clínicos da doença. Qualquer que seja a origem da inflamação, durante o tratamento o indivíduo não deve freqüentar piscinas nem usar lentes de contato, evitando ao máximo a exposição a substâncias irritantes, como passar maquiagem nos olhos. Para prevenir a conjuntivite, é importante manter bons hábitos de higiene, principalmente, lavando sempre muito bem as mãos, que normalmente tocam os olhos sem que percebamos e, portanto, estão invariavelmente envolvidas nos casos de transmissão dessa inflamação de uma pessoa para outra. Além disso, convém evitar banhos em piscinas sem cloro e, mesmo nas tratadas, usar óculos de proteção, inclusive para impedir irritações que podem resultar num processo inflamatório. Maquiagem para olhos e outros objetos do gênero também não devem ser compartilhados. Pela grande facilidade de contágio e disseminação das conjuntivites infecciosas, crianças com conjuntivite precisam ser afastadas da escola até que não haja mais risco de transmitir a doença. Por último, nenhum medicamento deve ser aplicado nos olhos sem prescrição médica. A automedicação, afinal, pode ser um fator agravante da inflamação."