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Dismenorreia

Tópicos presentes nesta página:

  • Descrição  
  • Causas e Sintomas  
  • Exames e Diagnósticos  
  • Tratamentos e prevenções  

Descrição

A dismenorréia, também chamada de cólica menstrual, é a dor pélvica que ocorre alguns dias antes ou nos primeiros dias do período da menstruação. Na imensa maioria dos casos, não está relacionada com qualquer doença ou lesão nos órgãos pélvicos, refletindo apenas uma reação natural do organismo motivada por uma substância hormonal, a prostaglandina, que faz o útero se contrair.

Em tais circunstâncias, portanto, a cólica é considerada primária e se concentra nos três primeiros anos após o primeiro ciclo, diminuindo com o tempo, por volta dos 20 anos, ou até a primeira gravidez.

Nos demais casos, porém, a dismenorréia tem como estopim algum distúrbio ginecológico, sendo classificada como secundária. Estima-se que metade das mulheres em idade fértil já tenha tido cólica menstrual em algum momento da vida.

Por haver essa possibilidade de a dor ser patológica, sempre convém procurar um ginecologista, especialmente nos quadros dolorosos incapacitantes, para esclarecer a origem do problema e receber o tratamento adequado, ainda que não haja nenhuma moléstia por trás do sintoma.

Hoje em dia, com tantos recursos terapêuticos disponíveis, ninguém mais precisa sofrer de dor até que a natureza se encarregue de cessá-la.

Causas e Sintomas

"Em geral, a dor costuma ser branda ou moderada e irradiada para as costas e para as coxas, sendo acompanhada de desconforto, sensação de peso no ventre ou nas costas, mal-estar, diarréia, vertigem, fadiga, suor excessivo, nervosismo e dor de cabeça, sobretudo no primeiro dia da menstruação. Mas não é raro também haver cólicas extremamente dolorosas, a ponto de incapacitar a mulher para realizar suas atividades cotidianas durante o período menstrual. A dismenorréia primária decorre precisamente do aumento da produção de prostaglandinas no útero. O excesso dessa substância provoca fortes contrações do útero. Quando isso ocorre, os vasos sangüíneos em seu entorno têm dificuldade de alimentar os tecidos locais com oxigênio, desencadeando a dor. A alta concentração de prostaglandina também afeta outros órgãos, daí porque as cólicas andam de mãos dadas com um mal-estar característico. Já a dismenorréia secundária é patológica, ou seja, representa um sintoma de alguma doença ginecológica, especialmente a endometriose, que cursa com menstruações muito dolorosas, podendo ainda indicar a presença de miomas e infecções que afetam útero, trompas e ovários."

Exames e Diagnósticos

O diagnóstico é clínico, ou seja, feito pelo ginecologista com base na história e no exame físico e ginecológico da mulher, podendo requerer estudos complementares para excluir as causas patológicas da dismenorréia, como ultra-sonografia pélvica transvaginal e dosagens hormonais no sangue.

Tratamentos e prevenções

"O tratamento da dismenorréia primária costuma ser feito com antiinflamatórios não-hormonais, devidamente prescritos por ginecologista, os quais devem ser tomados para bloquear a produção das prostaglandinas. Em muitos casos, o médico opta pela prescrição de anticoncepcionais orais, em uso contínuo ou cíclico. Como esses medicamentos impedem a ovulação, o período menstrual fica naturalmente menos doloroso. Além dos medicamentos, medidas de suporte são sempre bem-vindas para atenuar a dor, como uso de bolsa de água quente, banho morno e massagens relaxantes. Já o tratamento da dismenorréia secundária deve ser específico para a doença ou condição que causa a dor, embora possa contar com o emprego dos antiinflamatórios inicialmente para aliviar os sinais clínicos. Mas, uma vez tratada a origem, os sintomas conseqüentemente desaparecem. Como a dismenorréia primária decorre de uma reação natural do organismo, praticamente não existem medidas efetivas de prevenção contra a produção excessiva de prostaglandinas. Ainda assim, parece haver uma relação entre uma alimentação saudável – pobre em gordura animal e rica em vegetais, frutas e sementes –, acompanhada da prática regular de exercícios físicos, e ciclos menstruais menos dolorosos. Sempre é válido tentar, pois essa combinação traz, no mínimo, bons efeitos para a saúde global do organismo."